Acho que me tornei um absurdista. Todo filósofo ponderado passa por diversas escolas ao longo de sua formação e, ao longo deste percurso, não há como desatentar-se para o existencialismo das filosofias continentais. Comentarei nesse breve ensaio-crônica-fluxo de consciência, acerca do absurdismo de Albert Camus. Em minha modesta opinião, o mais charmoso modelo de vivre sa vie! Numa viagem marcante de verão com os amis, no inesquecível réveillon de 2026, escutávamos, nas intermináveis horas de rodovia, "Estilo Cachorro" dos Racionais, dando atenção a cada verso dessa canção que não envelheceu nada bem. Nos anos de cancelamento, não é de se surpreender que Mano Brown sequer canta essa faixa nas performances mais recentes do grupo. O enredo narra uma história - na realidade, são várias: O bon-vivant protagonista; a guria que, acima de tudo, almeja a dita "sensação de poder"; e aquele que é "firmão como prego na areia"...
"Era segunda-feira, dia 15 de setembro de um ano qualquer da nossa recente capital federal. O Presidente da República de então, um homem que chamava a atenção até mesmo de seus opositores pela sua sensatez e sabedoria acordara, um pouco atrasado é verdade, para dirigir-se ao seu gabinete no Palácio do Planalto. - Não estando em nenhuma missão diplomática, pôde passar o último final de semana com certa tranquilidade e calmaria, se é que a vida de um chefe de estado permite tais sentimentos, em especial, num país em que regem o caos e a polarização. - Desta vez, o motivo de seu atraso não se deu por nenhum bastidor escandaloso e urgente solucionado na noite anterior. Infelizmente, jogar panos quentes em situações adversas era uma de suas incumbências mais requisitadas, infeliz realidade que entristecia e deixava impotente o nosso probo e virtuoso chefe do executivo. Antes um idealista dos mais entusiasmados, d...